Gestão precária nas áreas protegidas da Floresta Amazônica

Lançado no último sábado, estudo do Imazon analisa as dez Áreas Protegidas da Amazônia com mais alertas de desmatamdesmatamento - áreas da amazônia sem proteçãoento entre agosto de 2012 e março de 2013. O que elas têm em comum: ocupantes ilegais e ausência de plano de gestão (com exceção de duas); além de ausência ou falha da fiscalização em algumas delas. Isso as torna vulneráveis às ameaças que enfrentam, pois todas elas estão em área de expansão ou melhoria de infraestrutura, o que atrai imigrantes e torna o desmatamento mais atrativo economicamente.

“Nessas regiões espera-se que o desmatamento seja zero ou próximo a isso, justamente por sua destinação que é a conservação ambiental e a garantia dos modos de vida de populações tradicionais e indígenas”, explica Elis Araújo, co-autora do estudo. “Falha ou inexistência de fiscalização e de gestão são os principais fatores para o não controle do desmatamento em Aps”, completa.

Os números mostram essa tendência: das áreas analisadas, as que passaram por uma fiscalização mais intensa entre 2009 e 2011 – com maior área embargada e que tiveram multas aplicadas a infratores – tiveram redução de 68% no desmatamento entre 2009 e 2012; enquanto as Aps pouco ou não fiscalizadas apresentaram aumento de 149% no desmatamento no mesmo período.

O relatório do Imazon também faz alerta para as áreas que apresentam desmatamento crescente entre 2011 e 2012. Entre elas a Floresta Nacional do Jamanxim, que apresentava queda nas taxas até 2011 e agora voltam a experimentar um aumento no desmate. Os ocupantes da Flona pressionam pela redução da área incentivados por reduções recentes: em 2010, a Flona Bom Futuro teve excluídas as áreas ocupadas ilegdesmatamento da amazonia - protecao_continuadaalmente; e em 2012, Ucs da Bacia do Tapajós foram reduzidas para a construção de hidrelétricas e também regularização de ocupações ilegais. “O governo cria mecanismos para acelerar as obras, como o PAC, mas não se aceleram os planos de mitigação desses impactos”, critica Paulo Barreto, um dos autores do trabalho.

Entre as recomendações para esses casos estão a retirada dos ocupantes, o reforço imediato na punição de crimes ambientais nas Aps e a elaboração dos planos de gestão territorial e ambiental das Terras Indígenas mais desmatadas. “Em abril de 2013, o Ministério do Meio Ambiente se comprometeu a investir R$4 milhões na elaboração de dez planos de gestão territorial e ambiental de Tis até 2014, priorizando áreas em conflito. Apontamos no estudo quatro Tis que podem ser atendidas por essa iniciativa”, conclui Elis.

Contendo o Desmatamento Indiscriminado

Estudo aponta qÁrea de desmatamento na Floresta AmazônicaAmazônia desmatada – foto aéreaue políticas públicas eficientes ajudaram a conter o desmatamento da Amazônia, impedindo-se a derrubada de mais de 2.700 km2 de floresta entre 2008 e 2011. (©Greenpeace/Karla Gachet/Panos)desmatamento da amazonia brasileira

Políticas públicas eficientes ajudaram a conter o desmatamento da Amazônia. É o que aponta a ONG Climate Policy Initiative (CPI), que estudou o condicionamento de crédito rural aos produtores situados no bioma amazônico cumpridores de exigências fundiárias e ambientais.

O estudo “Crédito Afeta Desmatamento? Evidência de uma Política de Crédito Rural na Amazônia” estima que R$ 2,9 bilhões não foram contraídos entre 2008 e 2011 em função das restrições impostas pela resolução 3.545, do Conselho Monetário Nacional (CMN), a qual determina condições à liberação de recursos estatais às propriedades situadas em municípios da Amazônia.

A medida começou a vigorar em fevereiro de 2008. Graças a ela, impediu-se a devastação de mais de 2.700 km2 de floresta, correspondendo a 15% do total derrubado nesse período de quatro anos.
urandir- alerta desmatamento da floresta amazonica no brasilDetalhe da vegetação da Floresta Amazonica
Os pesquisadores da CPI chegaram a analisar mais de 4 milhões de contratos de crédito entre 2002 e 2011 e avaliaram os efeitos da restrição de crédito rural estabelecidas pela resolução do CMN, que obriga os mutuários a apresentar provas de que estão em conformidade com o previsto na legislação ambiental.

Segundo o Ministério da Agricultura, 30% da safra brasileira é beneficiada pelo crédito rural, daí sua relevância para o setor agrícola.

A CPI tem sede em San Francisco e, no Brasil, seu escritório está na PUC do Rio de Janeiro. Ela especializou-se em analisar a eficiência de políticas públicas que procuram promover o crescimento de países voltados para a baixa emissão de carbono e é financiada pelo mega-investidor George Soros.

SOS Amazônia alerta sobre o desmatamento indiscriminado da Floresta Amazônica

O verdadeiro mapa da devastação da Amazônia

Urandir-Desmatamento da Floresta AmazônicaDesmatamento é a conversão de áreas florestais em áreas não florestadas. Na Floresta Amazônica, as principais fontes de desmatamento são os assentamentos humanos e o desenvolvimento da terra. Antes da década de 60, a floresta permaneceu basicamente intacta em virtude do acesso ao interior da floresta ser muito restrito.

As fazendas estabelecidas até os anos 60 eram baseadas no cultivo e corte e utilizavam o método da queima. Entretanto, os colonos eram incapazes de gerenciar seus campos e culturas em função da perda de fertilidade do solo assim como a invasão de ervas daninhas.

Em virtude do solo da Amazônia ser produtivo apenas em um curto período de tempo, os agricultores são levados a estar constantemente se mudando para novas áreas e assim, desmatando mais a floresta. Estas práticas agrícolas levaram a um rápido desmatamento causando extensos danos ao meio ambiente.

desmatamento na floresta da amazoniaO desmatamento é bastante considerável e áreas desmatadas de floresta são visíveis a olho nu até mesmo vista do espaço exterior.

Nas ultimas 2 décadas, a área total de desmatamento na floresta Amazônica subiu de 415 mil para 587 mil quilômetros quadrados, com a maioria da floresta que foi desmatada transformada em pastagens para o gado.AmazôniaDesmatamento da Floresta Amazônica

O desmatamente da Amazônia desmatamento da amazôniacresceu consideravelmente com a implantação das primeiras rodovias.
Entre os anos de 2000 e 2005, a taxa de desmatamento médio anual (que fica por volta de 22.392 km² por ano), crescreu na taxa de 18% comparada aos últimos cinco anos (que era de 19.018 km² por ano). Desde o ano de 2004, o desmatamento diminuiu significativamente na porção da Amazônia brasileira.

Entretanto, segundo relatórios feitos pelo Banco Mundial “Assessment of the Risk of Amazon Dieback”, por volta de 75% da floresta podem ser perdidos até 2025, e se continuar no atual ritmo, em 2075 pode restar apenas 5% de florestas no leste da Amazônia. O processo todo é calculado com base no desmatamento, com as mudanças climáticas e com queimadas.

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